quarta-feira, 18 de maio de 2011

Daniel de Oliveira - Orgulho da Profissão: Professor


Autora: Solange Gomes da Fonseca.

É uma das profissões mais antigas e mais importantes, tendo em vista que as demais, na sua maioria, passam pelas mãos do professor. Já Platão, na sua obra “A República” alertava a importância do papel do professor na formação do cidadão.

No Brasil, o professor é o profissional que ministra todo o saber do conhecimento em todos os níveis educacionais: Educação Infantil, Educação Fundamental, Ensino Médio e Superior, além do Ensino Profissionalizante e Técnico.

E nesse meu caminhar passei por diversos níveis educacionais acima citados, com a exceção do Ensino Profissionalizante e Técnico. Essa minha caminhada profissional sempre exigiu de mim, um período de adaptação ao novo.

A escolha da profissão por mim feita, não teve influencia da família, dos amigos ou da sociedade. Mas, sim teve uma influencia fundamental na minha missão de sempre, até hoje, dividir e compartilhar com os outros um pouco do muito que DEUS ma dá de saberes.

Pensar no ensinar significa pensar numa realidade que permeia todos os meus atos cotidianos: a realidade de um mundo melhor para todos. È no ensinar que me constituo enquanto sujeito no mundo e tenho uma visão sobre esse mundo.

Às vezes, contudo, a perspectiva do novo e a metáfora dos começos em educação são relegadas a algo de que somemos em nosso sistema de ensino, indo de certa forma, afetar a Filosofia. Que em outras vezes, é completamente esquecida até impedida de adentrar nas nossas instituições educativas, de tidos os níveis ou rechaçada daqueles espaços legitimados às praticas do ensinar e do aprender. Aliás, é a Filosofia que ilustra sobejacentemente essa ocorrência.

A escolha da profissão de professor, ainda é um dos grandes conflitos do final da adolescencia. No passado, a escolha dessa profissão praticamente tinha uma aceitação positiva pela família e pela sociedade, sempre dentro de um contexto tradicionalista. Hoje o adolescente preocupa-se principalmente em escolher uma profissão que “poderá trazer-lhe sucesso financeiro”. O que encaro como uma normalidade ao mundo contemporâneo e competitivo em que vivemos. Pois, os conflitos mudam conforme o momento social.

Os indivíduos são formados por um processo de identificação que acaba por projetar-se em suas identidades pessoais e culturais, tornando estas mais provisórias, variáveis e problemáticas. Em tempo passados, era visto como um sujeito unificado, com uma presença estável no meio social.

O indivíduo moderno é composto não só de uma identidade unificada, mas de várias.

Neste cenário do orgulho da profissão: professor é inegável a soberania dos professores com um perfil desafiador e comprometido com o novo.

O novo perfil desse professor esta centrado na comunicação, com as linguagens dos jovens, e mais, poderá ensinar e ditar regras dentro desse contexto de trocas de interação entre o ensinar e o aprender.

O perfil de um professor contemporâneo e dinâmico, com atitudes renovadoras e positivas, vai depender muito do orgulho dele “vestir a camisa” e “arregaçar as mangas” para uma população diversificada ao seu redor do mundo que o cerca, levando seus alunos ao conhecimento do universo alheio fora, também das salas de aula.

O verdadeiro professor não é um “guru”. Ele não inventa teorias, e sim cria hipóteses levando para suas práticas pedagógicas em sala de aula. Ele sente um enorme prazer com que seus alunos de desenvolvam, cresçam, sejam felizes e tenham muito sucesso. Esse é o verdadeiro professor, desprendido de valores materiais e sim na busca incessante pelo conhecimento e seu desejo de questionar, cismar, aprender e ensinar o faz sentir prazer onde outros só vêem o tédio.

Esse é o orgulho de ser professor. Aquele que optou pelo magistério sabendo que nunca ficará rico de coisas materiais e por mais que tenha conhecimento, sempre se acha pobre no seu saber.

Quando, eu, particularmente, vejo o interesse pelo que escrevo e ensino ao longo da minha carreira, mais certeza e orgulho sinto da escolha que fiz em ser uma professora.

A educação é uma das fontes mais importantes do desenvolvimento comportamental e de valores para os seres humanos.

O papel do professor, para muitos, não se encontra claramente definido e nem valorizado. Sem esquecer que ele é o resultado de determinado contexto histórico e social.

Segundo Paulo Freire (1994), desempenhando sua função, o professor pode moldar o caráter dos alunos, portanto, pode ser capaz de deixar marcas de um grande significado nessas pessoas em formação. Ele é responsável por muitos descobrimentos e experiencias que podem ser boas ou não, principalmente no Ensino Infantil que é a época em que os alunos estão começando a formar seu caráter, e o qual muito me orgulho de ter trilhado o inicio da minha caminhada profissional.

Ficando evidente, que o professor se torna ponto de referencia e de inspiração para seus alunos, sendo isto de suma importância para o desenvolvimento da sua personalidade e da sua postura, enquanto agente transformador da sociedade em que vivemos.

O ser professor traz, na sua essência, tanto a preocupação para com o môo de ser e de conhecer do aluno, como para com o do ser e do conhecer o corpo de conhecimentos humanos, objeto do seu ensino.

O verdadeiro professor é aquele que ajuda ao aluno a encontrar as respostas sem em nenhum momento mostrar onde essa resposta esta. Deve ser criativo e capaz de ver no “limão azedo” a possibilidade de fazer uma bela e doce “limonada” com o gostinho de quero mais...Quero muito mais ensinar e abrir horizontes para o saber!!!

É fato, que atualmente, não é mais possível darmos aulas apenas com o que foi aprendido na graduação. Ou achar que a tecnologia é coisa para especialistas. Essa nova configuração no perfil profissional esta embasada em medidas governamentais e em pesquisas sobre a prática docente e o desenvolvimento do saber ensinar. Antes, achávamos que a principal função do professor era passar o conhecimento aos alunos. Mas, Jean Piaget e Lev Vygotsky e outros estudiosos do ramo, nos mostraram que o que realmente importa é ser um mediador na construção do conhecimento e requerer uma postura ativa de reflexão, autoavaliação e estudos constantes, que aqui no texto deixo como referencia de como sermos professores nos dias atuais, independente de salários que recebemos no fim do mês. O que nos importa como orgulhosos professores é ao menos tentarmos sentir motivado dia após dia para seguirmos adiante na certeza de poder estar fazendo o melhor possível dentro das possibilidades educacionais que fazem parte do nosso cotidiano escolar e a escolha da profissão, pela qual nos enche de orgulho.


É óbvio, que como professora tenho ciência que muitos são os desafios a serem enfrentados num ambiente escolar de crianças, jovens e adultos, principalmente, no que diz respeito ao amor próprio dessas pessoas. Mas, o mérito do professor é engajar-se nesse desafio e conhecer as dificuldades de um ambiente escolar e atuar numa pedagogia transformadora de um convívio harmonioso e respeitoso para todos.

Como práxis ao término dos meus escritos, sempre deixo aos leitores uma reflexão baseada no conteúdo do texto:


“Os professores não tem futuro. São eles os futuros...”

Com base na minha construção textual volto para dentro de mim e encontro minha própria essência, o meu projeto de ensinar e as razões das minhas lutas para não, perder as esperanças nem no meu ofício e muito menos no mundo educacional.


Solange Gomes da Fonseca
Publicado no Recanto das Letras em 14/10/2010
Código do texto: T2556546

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